O eSocial anunciou uma importante atualização em sua infraestrutura de segurança. A partir de 24 de junho de 2026, o ambiente de produção passará a utilizar certificados emitidos pela Autoridade Certificadora Internacional Sectigo, adotando um novo padrão de segurança do eSocial para as conexões realizadas pelos sistemas de folha de pagamento e demais soluções integradas.
Embora a mudança não afete o acesso aos ambientes web do eSocial nem aos módulos simplificados, ela exige atenção das empresas que realizam transmissões automáticas de eventos por meio de sistemas integrados.
Por isso, é fundamental que os responsáveis pela infraestrutura e pelas rotinas de RH verifiquem se os servidores utilizados na comunicação com o governo estarão adequadamente preparados para a atualização.
O que muda com o novo padrão de segurança do eSocial?
Na prática, o eSocial passará a utilizar uma nova cadeia de certificação digital baseada em certificados emitidos pela Sectigo.
Consequentemente, os servidores que realizam conexões HTTPS (TLS) com os WebServices do eSocial deverão reconhecer essas novas autoridades certificadoras como confiáveis.
Para isso, será necessário instalar duas novas cadeias certificadoras:
- Sectigo Public Server Authentication Root R4 (Certificado Raiz);
- Sectigo Public Server Authentication CA OV R36 (Certificado Intermediário).
Sem essa atualização, existe o risco de falhas na comunicação entre o sistema da empresa e os serviços disponibilizados pelo eSocial.
Como realizar a adequação ao novo padrão de segurança do eSocial?
De acordo com as orientações publicadas pelo portal do eSocial, o processo envolve três etapas principais:
1. Baixar os certificados da Sectigo
Primeiramente, é necessário obter os certificados oficiais disponibilizados pela Autoridade Certificadora Sectigo:
- Root R4 – Sectigo Public Server Authentication Root R4;
- CA OV R36 – Sectigo Public Server Authentication CA OV R36.
Esses arquivos deverão ser obtidos diretamente das fontes oficiais indicadas pelo eSocial.
2. Instalar os certificados no servidor
Em seguida, os certificados devem ser instalados como certificados confiáveis no servidor que realiza a comunicação com os WebServices do eSocial.
Além disso, em ambientes que utilizam aplicações Java, pode ser necessário incluir as novas cadeias no repositório de autoridades certificadoras da própria plataforma Java.
Como o procedimento pode variar de acordo com a tecnologia utilizada, recomenda-se que a equipe de infraestrutura valide a forma correta de instalação em cada ambiente.
3. Reiniciar os serviços
Após a instalação, é recomendável reiniciar o servidor ou os serviços envolvidos na comunicação para garantir que as alterações sejam efetivamente aplicadas.
O que os usuários do Protheus precisam fazer?
Para os clientes que utilizam Protheus com integração ao eSocial, a TOTVS esclareceu um ponto importante: a atualização relacionada ao novo padrão de segurança do eSocial não deve ser realizada dentro do TAF nem do TSS.
Segundo a orientação oficial, a adequação deve ocorrer exclusivamente no servidor onde está sendo executado o serviço do TSS, responsável pela transmissão dos eventos ao governo.
Portanto, não é necessário aplicar configurações específicas no TAF ou alterar parametrizações do sistema para atender a essa exigência.
Clientes Cloud TOTVS precisam se preocupar?
Não.
De acordo com a documentação da TOTVS, os clientes que utilizam ambientes Cloud não precisam realizar nenhuma ação relacionada a essa atualização.
Nesse cenário, a própria TOTVS será responsável por efetuar os ajustes necessários na infraestrutura para garantir a compatibilidade com o novo padrão de segurança do eSocial.
Assim, apenas empresas que mantêm ambientes próprios ou servidores sob sua administração deverão validar a instalação das novas cadeias certificadoras.
Qual é o prazo para adequação?
O cronograma divulgado pelo eSocial prevê as seguintes datas:
- Produção Restrita: 12 de janeiro de 2026;
- Produção: 24 de junho de 2026.
Dessa forma, as empresas têm um período adequado para planejar a atualização e evitar contratempos próximos à entrada em produção.
Ainda assim, o ideal é não deixar a adequação para os últimos dias, reduzindo riscos de indisponibilidade ou falhas de comunicação com o eSocial.
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